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Trivèlla M3 irá investir R$ 165 mi em empresas brasileiras

Gestora está iniciando operações de dois veículos de venture capital.

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POR AMANHECER DA NOTICIA

Depois do sucesso alcançado com os primeiros produtos de venture capital operados pela Trivélla M3 Investimentos, a gestora se prepara para lançar dois novos veículos para incentivar o crescimento de empresas nacionais.

A Trivèlla M3 Investimentos está captando para seu quarto fundo de venture capital: o Trivèlla M3 VC4. O objetivo da gestora é levantar R$ 150 milhões neste produto e fazer aportes denominados série B, investindo em empresas que apresentem, no mínimo, R$ 20 milhões de faturamento anual. “Nosso planejamento é fazer cheques entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões”, antecipa Marcel Malczewski, CEO da gestora.

Para o Trivèlla M3 VC4, a gestora já levantou R$ 67,5 milhões para investimentos. Um de seus parceiros nesta empreitada será o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A instituição aprovou, no final de maio, aporte de R$ 37,5 milhões no Trivèlla M3 VC4 Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

Apesar de ainda estar em fase de captação, a gestora não deixou passar uma boa oportunidade que encontrou no mercado e aportou R$ 11 milhões na InfoPrice, empresa de tecnologia e inteligência de negócios focada em pricing do varejo físico para varejistas e indústrias.

Outro produto aberto para captação na gestora é o M3 VC5. Aberto no final do último mês, com capital de R$ 15 milhões, este veículo foca investir em startups que registrem pelo menos de R$ 1 milhão de faturamento por ano.

Histórico
Os primeiros produtos da gestora converteram bons rendimentos para os investidores. Entre as operações realizadas é possível destacar a venda da FBITS, uma plataforma de construção de e-commerce voltada para grandes operações de loja virtual, para a Locaweb; e a negociação da Veltec (empresa de tecnologias embarcadas para telemetria e monitoramento de logística com foco na prevenção de acidentes e redução dos custos operacionais da frota) para a norte-americana Trimble, em 2018.
Em 2014, a gestora organizou o Cypress M3 FIP, que contou com patrimônio de R$ 20 milhões. “Realizamos três investimentos com cheques que variaram entre R$ 3 milhões e R$ 8 milhões”, conta Malczewski.

O primeiro investimento do fundo foi na empresa carioca M2M Solutions, que se consolidou como uma das principais referências no monitoramento de frotas do Brasil com foco no setor público. A empresa é responsável, por exemplo, pelo BRT (Bus Rapid Transit) da cidade do Rio de Janeiro. A saída da participação da Trivèlla M3 Investimentos da M2M Solutions ocorreu em janeiro deste ano, quando a companhia foi adquirida pela chilena Sonda, em um investimento avaliado em R$ 43 milhões.
Outro aporte realizado pelo Cypress M3 FIP foi na Velsis, empresa que oferece solução em mobilidade urbana, principalmente radares para aferir velocidade.

Já com o VC3, a Trivèlla M3 Investimentos registrou retorno favorável com a startup catarinense Hiper, que desenvolve softwares para micro e pequenos varejistas. Em abril deste ano, a Hiper foi comprada pela Linx, líder brasileira no fornecimento de soluções em software de gestão (ERP e POS) para o varejo. A operação foi dividida em dois estágios. No primeiro, a Linx pagou R$ 17,7 milhões à vista, valor que poderá chegar nos próximos dois anos a até R$ 50 milhões, com pagamento de R$ 32,3 milhões adicionais conforme o resultado da integração das soluções da Hiper à plataforma da Linx.

Outro case de sucesso do terceiro produto de venture capital da gestora é a venda da VHSYS (empresa de São José dos Pinhais (PR) focada em gestão para pequenos negócios, que recebeu aporte da Trivèlla M3 Investimentos em 2017) para a Stone (credenciadora de cartões brasileira listada na Nasdaq), em maio deste ano. A Stone não divulga os termos financeiros da operação.

Além da expertise em gestão do fundo, Malczewski explica que o excelente resultado alcançado com os investimentos realizados é decorrente de um trabalho próximo realizado junto a cada empresa que recebe aporte da gestora. “Um dos nossos diferenciais é atuar diretamente em todos os investimentos. Estruturamos um conselho de administração nestas empresas e um profissional da Trivèlla M3 Investimentos integra o grupo. E todos os meses realizamos reuniões com a diretoria”, explica o CEO da gestora. Por todo seu histórico de gestão, Malczewski também contribui com coachings e mentorias junto aos empreendedores das companhias investidas e auxilia na definição de estratégias para expansão internacional destas empresas.

Para garantir a manutenção deste desempenho, novos reforços foram acrescentados à equipe da gestora, que hoje já conta com 14 profissionais em seu quadro. Recentemente, quem integrou o time da gestora foi Luis Gustavo Amorim, profissional com 10 anos de atuação na gestão de fundos. Amorim deixou a Cventures Empreendimentos Inovadores para assumir a frente do VC5 na Trivèlla M3 Investimentos.

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